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A estratégia de Jundiaí para combater a falta de água

Jundiaí é uma das seis cidades das 76 da região que não estão passando por crise, resultado do planejamento e de obras feitas ao longo do tempo. O exemplo da cidade mostra como é essencial que exista um planejamento de longo prazo para o abastecimento e tratamento de água nas cidades. Segundo o Instituto Trata Brasil, Jundiaí é a quinta melhor cidade do País no ranking de saneamento e abastecimento. Além disso, sua represa conta com 70% de sua capacidade de armazenamento, em contraposição com a crise hídrica vivido pela região da capital de São Paulo, abastecida pelo sistema Cantareira que opera com apenas 10%.

A explicação para essa situação confortável de Jundiaí em termos de abastecimento se deve a uma série de medidas iniciadas há mais de 60 anos e que teve continuidade ao longo das diversas gestões. Isso evitou que o município sofresse a mesma crise hídrica que seus vizinhos, como São Paulo, Itu ou Campinas. Uma das principais medidas foi adotada em 1994, quando Jundiaí fez um pedido ao Comitê de bacias hidrográficas para elevar o nível de água captada do rio Atibaia. O volume tirado, que era de 700 litros por segundo, passou para 1.200 litros.

Segundo o diretor-presidente da DAE-Jundiaí, Jamil Yatim, a represa foi ampliada em vários momentos, como na década de 1970 e na de 1990, e mesmo agora, sem estar passando por racionamento, há a previsão de novas obras. “Nós não estamos com problemas, mas estamos planejando ampliar a represa. E se ocorrer outra seca grave como essa? Espero que não, mas se acontecer, temos que estar preparados”, diz Yatim.

Fonte: Época, 24/11/2014

 

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