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Agricultura e setor elétrico disputam água

Os conflitos pelo uso de água das principais bacias hidrográficas do País entre o setor elétrico e o setor agrícola devem se agravar com as alterações na operação de hidrelétricas feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Representantes de comitês de bacias já ameaçaram ir à Justiça caso a situação se agrave, segundo o jornal Brasil Econômico.

Esta semana, o ONS anunciou que vai pedir nova flexibilização das restrições operacionais de importantes bacias, como as do Rio Grande e São Francisco. A ideia é reduzir inflexibilidades hidráulicas para poupar água em reservatórios com níveis alarmantes e assim reduzir os volumes de água despejados rio abaixo. “Se isso ocorrer, vão provocar a morte do rio”, alerta o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Anivaldo Miranda. “Já há impactos na pesca e na navegação, surgimento de bancos de areia e salinização da foz”, complementa.

Para o diretor-geral do NOS, Hermes Chipp, a redução de inflexibilidades hidráulicas pode poupar água dos reservatórios que se encontram em níveis alarmantes. “Não é possível operar bacias como a do Rio Grande, por exemplo, com requisitos mínimos para captação de água”, afirmou ao Brasil Econômico.

Produtores da região do Paranaíba mostraram descontentamento com as ações do setor elétrico frente aos outros usuários de água. Segundo Victor Simões, presidente da Associação dos Irrigantes de Goiás, o segmento já foi forçado a rever planos de crescimento da área plantada após a construção da hidrelétrica de Batalha, no rio São Marcos.

Fonte: Brasil Econômico, 09/05/2014

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