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Com tecnologias de despoluição, Rio Pinheiros poderá voltar a ter oxigênio

Estudo conduzido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente concluiu ser possível devolver oxigênio ao Rio Pinheiros. O trabalho partiu de uma estratégia inédita de avaliar a eficácia de algumas tecnologias para melhorar as condições do rio. Para isso, foram criados seis canais com a água do próprio Pinheiros e com o mesmo ritmo de vazão, sendo que em cada uma foi aplicada uma das técnicas por 30 dias.

As tecnologias usadas conseguiram aumentar a presença de oxigênio no rio de zero ao mínimo de 2 miligramas de oxigênio por litro. Esse aumento seria o suficiente para permitir que o rio desague nos mananciais da Billings ou da Guarapiranga sem tratamento adicional.

O estudo avaliou também a presença de outros elementos, como sulfetos, nitrogênio, fósforo, surfactantes e sólidos suspensos. Na maioria dos casos, houve melhoria dos indicadores, com um dos canais permitindo a presença de peixes. A equipe do estudo era multidisciplinar, com técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), da Sabesp, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Faculdade de Saúde Pública da USP e da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros.

O projeto, no entanto, só vale para o Rio Pinheiros. O Rio Tietê não poderia se beneficiar dessas tecnologias por conta da diferença da poluição dos dois rios. No Pinheiros, prevalece a poluição difusa (que vem dos dejetos levados ao leio pela chuva), no Tietê, o impacto maior é do esgoto despejado regularmente, necessitando uma melhora no tratamento de esgoto.

Fonte: Estado de S. Paulo, 12/03/14

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