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Dengue está ente as ‘moléstias negligenciadas’, diz ex-presidente da Fiocruz

Com o início do verão, os riscos de uma epidemia de dengue no Brasil devem se agravar. Em entrevista à revista Nature, o sanitarista britânico Simon Hay, da Universidade de Oxford, aponta a realização da Copa do Mundo no País, onde há intenso tráfego de turistas, como um potencializador da doença.

No entanto, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o médico e cientista brasileiro Carlos Medicis Morel, diz que há muito “achismo” no comentário de Hay e certa tendência “de explicar o certo aos colegas do Terceiro Mundo”. Morel diz que Simon Hay também erra ao apontar que há novos tipos de dengue entrando no Brasil. “Aqui já circulam as quatro variedades responsáveis por infecções humanas”.

O ex-presidente da Fiocruz e ex-diretor do Programa de Doenças Tropicais da Organização Mundial de Saúde (OMS) desvenda a complexidade do combate às chamadas “doenças negligenciadas” – expressão criada nos anos 1980 por Ken Warren, da Fundação Rockefeller. A expressão refere-se a moléstias historicamente carentes de recursos para a pesquisa biomédica: além da dengue, hanseníase, tuberculose, esquistossomose, leishmaniose e malária, entre outras.

Leia aqui a entrevista completa.

Fonte: O Estado de S. Paulo – edição de 15 de dezembro de 2013

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