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Para Abiquim, indústria precisa ganhar mais competitividade

A indústria brasileira precisa ganhar mais competitividade antes de enfrentar medidas de maior abertura da economia, segundo Carlos Fadigas, presidente do conselho diretor da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e CEO da Braskem. Sem aumentar a competitividade, há o risco de o processo de desindustrialização se acelerar, disse na abertura de seminário “A Indústria Brasileira na Política Econômica do Próximo Governo”, promovido em São Paulo pelo jornal Valor Econômico.

Fadigas comparou o crescimento médio da indústria de transformação do País, entre 2000 e 2012, que foi de foi de 1% ao ano, contra 10% na China, 7% na Índia e 4% na Rússia, sempre na mesma comparação.

Além disso, Fadigas também chamou atenção para os números da competividade do setor manufatureiro nacional, que mostram uma queda. Segundo ele, de 2003 as 2013 as vendas do varejo cresceram em taxa que foi praticamente o dobro da elevação da produção industrial, o que mostra que boa parte a elevação da demanda interna, resultado da política de elevação de consumo, vazou para o exterior.

Na indústria química, a taxa de utilização caiu para 82% entre 2008 e 2014, segundo o Valor. A balança comercial da indústria manufatureira no ano passado teve déficit de US$ 105 bilhões no ano passado. Na indústria, química, diz Fadigas, o déficit foi de US$ 32 bilhões. “Isso mostra a dificuldade de concorrer com o importado e de exportar competitivamente”.

Fonte: Valor Econômico, 24/09/2014

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