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Produção de cloro recua 4,3% em janeiro

Desempenho da indústria, que também registrou queda de 5,3% na produção de soda, foi impactado pelas incertezas e enfraquecimento da economia

O ano de 2015 começou com queda acentuada na produção de cloro e soda, resultado do quadro de incertezas e da economia mais fraca, além do aumento de juros. A produção de cloro caiu 4,3% em janeiro na comparação com igual período de 2014, para 109,7 mil toneladas, informa a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor).

O consumo setorial de cloro (vendas totais mais uso cativo dos próprios produtores para obtenção de dicloroetano e óxido de propeno, entre outros) também apresentou variação negativa de 5,3%, enquanto as vendas totais cresceram 8%, devido principalmente a uma base de comparação fraca em janeiro de 2014.

A produção de soda cáustica recuou 5,4%, para 121,2 mil toneladas em janeiro contra mesmo mês do ano anterior. As vendas totais do produto diminuíram 9,5%, ante janeiro de 2014. Já a importação aumentou 6,5%, atingindo 92,1 mil toneladas no mês.

A taxa de utilização da capacidade instalada recuou para 85%, ou seja, 5,3% menor do que em janeiro de 2014, devido principalmente a algumas paradas programadas para manutenção realizadas no primeiro mês do ano.

Segundo o presidente da Abiclor, Aníbal do Vale, o início do ano apresentou desempenho do setor muito preocupante. “Esse resultado mais fraco segue o cenário econômico adverso, o que deve se complicar ainda mais dependendo do caminho adotado para o custo de energia elétrica que poderá nos colocar em patamar de total não competitividade em relação a outros mercados mundiais”, afirma o executivo.

 

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