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Produção tem alta ‘desanimadora’ no ano

O crescimento de 0,6% na produção de cloro e de 0,1% em soda cáustica acumulado nos sete primeiros meses do ano é “desanimador”, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Cloro, Álcalis e Derivados (Abiclor), Anibal do Vale. “A expectativa era bem mais positiva no início do ano, assim como era para o PIB [Produto Interno Bruto]. É desalentador”, disse o executivo ao Valor.

Um dos principais indicadores da indústria de cloro-soda, que atende mais de 16 setores da atividade econômica, a taxa média de utilização da capacidade instalada ficou em 85,3% no intervalo, abaixo da média histórica de 87%. “Ainda estamos nos mesmos níveis de 2007. São vários anos sem mudança significativa em termos de produção”, comentou o presidente.

De janeiro a julho, a produção nacional de cloro totalizou 744,3 mil toneladas, e o consumo setorial do insumo, que considera as vendas totais mais o uso cativo, subiu 0,4%. Já a produção de soda cáustica no intervalo totalizou 818,4 mil toneladas.

O desempenho, segundo Vale, reflete a desaceleração da atividade econômica e, com exceção da indústria de celulose, praticamente todos os demais setores que consomem cloro e soda têm apresentando performance ruim, o que reduziu a demanda pelos insumos. Conforme levantamento da Abiclor, o consumo aparente de soda cresceu 1,3% no ano até julho, para 1,48 milhão de toneladas, enquanto o de cloro avançou 0,6%, para 748,9 mil toneladas.

Já o uso cativo, pelos próprios produtores de cloro para a fabricação de dicloroetano (DCE) e óxido de propeno, por exemplo, subiu apenas 0,1% em sete meses, para 651,5 mil toneladas, enquanto o uso cativo de soda caiu 10,4%, para 79,5 mil toneladas.

Diante desse crescimento “pífio”, segundo Vale, as empresas ficam em compasso de espera no que tange a novos investimentos. “Mas se essa curva [de produção] efetivamente subir, haverá novos investimentos. A indústria olha para o longo prazo”, ponderou.

De acordo com o presidente da Abiclor, um dos principais motivos de preocupação na indústria é a energia, importante insumo na produção de cloro e soda e um dos fatores que contribuíram para a perda de competitividade do produto nacional principalmente em relação ao insumo americano – nos Estados Unidos, o preço da energia é mais competitivo. “Esse é um tema fundamental e temos conversado constantemente com o governo”, disse Vale.

Fonte: Valor Econômico, 28/08/14

Autor: Stella Fontes

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