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São Paulo e Rio desperdiçam mais de um quarto de água tratada

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro desperdiçaram mais de 30% da água tratada em 2011, de acordo com o reportagem do jornal O Globo. As perdas durante a distribuição chegaram, respectivamente, a 32,8% e 35,2%. A média brasileira é ainda pior, chegando em 38,8% devido aos estados do Norte e Nordeste e a própria Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi responsável por desperdiçar 32% em 2013, segundo dados do Ministério das Cidades. Segundo especialistas, o razoável seria até 15%.

A reportagem de O Globo informa ainda que o volume de água tratado pela Sabesp em 2012 foi de pouco mais de três milhões de metros cúbicos. Apenas com vazamentos, a companhia perdeu 20,3%. Esse índice, no entanto, vem diminuindo, tendo queda de oito pontos percentuais nos últimos dez anos. No Rio, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) trata e distribui 48 mil litros por segundo. De acordo com o órgão, 70% das redes de distribuições antigas, responsáveis por vazamentos, já foram substituídas, o que explicaria em parte a queda no índice de desperdício que, em 2009, passava dos 50%.

“Rio e São Paulo têm perdas extraordinárias. Discute-se quem pode captar ou não água do Rio Paraíba do Sul, mas é uma falsa discussão. Se tanta água não fosse desperdiçada, a carência seria menor. A discussão tinha que passar pela má gestão das empresas de saneamento dos Estados e não apenas pela captação da água do rio que atende a maior concentração da força produtiva brasileira. Claro que agora é necessária uma solução de curto prazo, mas desperdiçar mais de 15% deveria ser inaceitável”, disse Paulo Canedo, coordenador do laboratório de Hidrologia da Coppe/UFRJ. “Se o estado de São Paulo conseguisse reduzir em 50% as perdas na distribuição, seria possível atender cerca de 4,5 milhões a mais de pessoas”.

No Brasil, segundo o Ministério das Cidades, nenhum Estado tinha índice de perda abaixo ou igual a 20% em 2011. No mesmo ano, o Atlas do Saneamento, publicado pelo IBGE, apontava que 60% das cidades com mais de 100.000 habitantes perdiam de 20% a 50% da água tratada, em função de vazamentos no percurso entre a captação e o consumidor. Além disso, 23% das cidades brasileiras conviviam com racionamento de água.

Fonte: O Globo, 7/4/14

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