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Sem torneira dentro de casa, não haveria vida contemporânea, diz Paulo Mendes da Rocha

Em meio a uma crise de abastecimento em São Paulo, as propostas e ideas de recuperação do Tietê e outros rios urbanos voltaram a ser discutidas pela sociedade. Um de seus defensores é Paulo Mendes da Rocha, arquiteto vencedor do prêmio Pritzker, o Nobel de arquitetura. Com 85 anos, Paulo Mendes dedicou sua vida a estudar e criar projetos de arquitetura que formassem uma cidade para todos. Em entrevista ao Valor Econômico, o arquiteto conversou sobre diversos assuntos, entre eles, a renovação das cidades e a importância dos rios urbanos.

Para Mendes da Rocha, a engenharia do rio Tietê e de outros rios urbanos é uma questão crucial para as cidades. “Podemos imaginar outra cidade, mais permeável, mais inteligente do ponto de vista da engenharia na transformação de suas águas”, comenta o arquiteto. Para ele, é necessário que sejam feitas modificações no sistema de água das cidades o quanto antes para trazer soluções benéficas e melhorar o conjunto urbano. “A própria cidade precisa de quantidade imensa de água disponível em suas torneiras. Uma das grandes virtudes da cidade é não ter de ir buscá-la no poço. Sem a torneira dentro de casa, não haveria vida contemporânea”.

Outra parte da solução para o país seria investir no desenvolvimento na navegação flutuante. “Ainda mais num país como o Brasil, onde temos rios poderosos para você imaginar, desenhar, desfrutar de sua navegação. Esse sistema todo transforma a visão espacial da própria América Latina”, explica Mendes. “Olhando a carta latino-americana, você vê que a ligação do Pacífico com o Atlântico já devia ter sido feita inúmeras vezes, em vários lugares, como associação entre países”.

Fonte: Valor Econômico, 25/07/2014

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